quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

APELO MISSIONÁRIO

Roma, 2 de fevereiro de 2012

Festa da apresentação de Jesus no templo 

e festa da Vida consagrada

Caríssimos Confrades Filhos da Divina Providência
Deo gratias!
A Congregação realizou um Congresso missionário em Ariccia (Roma), entre os dias 20-23 de novembro de 2011. O Congresso teve como tema “Todos em missão. Como o Pai me enviou também eu vos envio” e elaborou o projeto missionário para o próximo sexênio.
O XIII Capítulo Geral indicou a "corresponsabilidade" como palavra chave para os novos rumos da Congregação (XCG13 n.143-144)”. Corresponsabilidade significa comunhão e colaboração de todos os Religiosos e de todas as Províncias para sustentar o impulso missionário que estamos vivendo em alguns Países e a consolidação missionária que se faz necessária em outros.
Para atuar a corresponsabilidade missionária temos necessidade de religiosos disponíveis a deixar o próprio País para ir às novas fronteiras do Evangelho e da Caridade abertas pela Congregação.  
QUEM SE SENTE CHAMADO?
Segundo uma tradição iniciada por Dom Orione, faço a todos os religiosos um APELO MISSIONÁRIO.
Em nome de Dom Orione, como irmão e pai da Congregação,  faço apelo a cada Orionino de qualquer idade, que deseje colocar-se à disposição para "partir" para as missões: me escreva uma carta pessoal manifestando o próprio desejo e a disponibilidade, indicando, se considerar oportuno, também o País de preferência.
            Este apelo de 2012 atualiza os "apelos missionários" de Dom Orione.
            No dia 3 de março de 1914, após o início da missão no Brasil, ele se dirigia aos clérigos ainda em formação:
“Preciso de filhos santos! A missão promete muito; mas preciso de santos! Quantas vezes, nos dias passados, pensei em vós, ó meus caros filhos! E vos fiz passar um a um, para ver quem poderia mandar!
Ao menos algum de vós precisará que eu o encontre e o mande logo; mas preciso de santos! Pouco me importa que sejais poucos, melhor assim que aprendereis logo a língua, mas preciso que quem vá, leve a santidade. Quem se sente chamado?
            Eis ó meus Caros, o tempo de mostrar o vosso verdadeiro amor a Deus: a vossa verdadeira devoção a Maria Santíssima: o vosso afeto sincero, terno e de verdadeiros filhos à nossa amada Congregação que é, depois da Santa Igreja de Roma, a nossa verdadeira mãe moral!” (Scritti 2, 76-78).
Enquanto se encontrava na Argentina, aos 2 de agosto de 1935, escreve:
 “Preciso de gente: quando penso em vós, eu vejo todos um a um, e vou procurando no meio de vós e quase chamando-vos pelo nome, para que venhais a ajudar-me a propagar a congregação em meio a estes povos que têm grande necessidade de sacerdotes, que sejam cheios do amor de Deus e das almas e dispostos a sacrificar-se junto com Nosso Senhor, para dar a vida de fé ou fazê-la crescer no meio do povo”. (Lettere II, 237).
VALOR DO APELO
            Este "apelo missionário", caros confrades, é um dom de Deus. é uma passagem do Senhor sobre a margem onde já estamos pescando para dizer-nos "duc in altum", "avancem para águas mais profundas". é o convite do mestre a "lançar as redes". "Quem encontrou realmente Cristo, não pode guardá-lo só para si, deve anunciá-lo"(Novo Millennio Ineunte, 40).
            Que sentido tem responder ao apelo missionário?
            De per se, todos nós já expressamos com o voto de obediência a disponibilidade a andar em qualquer lugar que nos for solicitado. O gesto, livre e atual,  de oferecer hoje a própria disponibilidade em partir para as missões, explicita a obediência e encerra um grande valor moral.            
            A resposta ao apelo missionário é um ato de generosidade perante Deus. O pedido de partir para as missões, só pelo fato de ser apresentado, já faz bem à alma e confere um tom apostólico à atividade à qual a Providência nos chamou.
            A Família orionina cresce pela Graça de Deus e pela generosidade dos seus filhos. Também quem já tinha escrito no passado, renove a sua oferta para as missões. E penso em particular aos novos religiosos: é bom manter os horizontes abertos e a possibilidade de oferecer-se para empresas que encontram em Cristo e no bem das Almas as únicas motivações e satisfações.  
            Ao pedido não corresponde necessariamente o envio em missão. Por tantas razões, não poderão ir em missão todos aqueles que pedirem. Os superiores deverão em seguida avaliar, decidir e programar com prudência. deve-se considerar também as exigências da missão na própria pátria, "missio ad intra" ou "nova evangelização", recordando que a "missionariedade ad intra é sinal de credibilidade e estímulo para a missão ad extra, e vice-versa" (Redemptoris missio 34).
            "Todos em missão"!, portanto, na pátria ou em outros países distantes.  Os missionários ad gentes elevam o impulso missionário de toda a Congregação. Os poucos que partirem "ad gentes" estimularão a paixão apostólica dos muitos que deverão empregar o próprio entusiamo para inventar a "nova evangelização" e as "novas respostas" na pátria, onde se encontram.
Confio este "Apelo missionário" a Nossa Senhora, Mãe da Divina Providência e padroeira especial dos missionários e das nossas missões. Dom Orione viu o seu grande manto azul que "se alargava, a ponto de não se poder distinguir mais os confins", "que cobria tudo e todos até o horizonte", "jovens de diversas raças, cujo número se multiplicava de maneira extraordinária... Nossa Senhora se voltou para mim, indicando-os" (Scritti 45, 60).
            A nossa Congregação, desde os tempos de Dom Orione, não deu trégua e hoje se encontra em 32 nações, empenhada em alargar o manto materno da Igreja a novos horizontes.
            Invoco sobre todos vos a bênção do Senhor e o auxílio paterno de Dom Orione.
Dom Flavio Peloso FDP
(superior geral)

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