terça-feira, 21 de abril de 2009

O significado da ressurreição

A pouco tempo fizemos a memória (anamnese) e vivenciamos a ressurreição de Jesus, o Filho de Deus, em nossas vidas. Mas constatamos que se criou um certo clichê com relação ao pensar e as ideias construídas que emanam acerca do tema da ressurreição.
Antes de qualquer coisa, vale ressaltar que, uma das grandes dificuldades do ser humano está no ato de falar de Deus. Embora o homem apresentar o desejo de conhecer a Deus, e assim poder falar de Deus, ele sempre vai encontrar “barreiras” na linguagem. Assim, como é sabido, o conhecimento e a linguagem humana acerca de Deus são limitados. Diante disso, o que nos resta é falar de Deus a partir das criaturas ou por suas obras e pela maneira humana limitada de conhecer, pensar
[1]. Ademais, o ato de conhecer a Deus se apresenta, em primeira instância, no conhecimento experiencial, que a nosso modo formamos um discurso sobre Deus de acordo com a cultura vivida, no qual se pode apreender de Deus apenas o que ele não é. Mais ainda, entre o Criador e a criatura, a minha compreensão de Deus parte da dessemelhança.
Diante da dificuldade de falar de Deus, como é possível vencer os clichês para expressar pela linguagem a ressurreição de Jesus? Eis aí a questão que não deve se ignorar e que ressoa em nossos ouvidos com várias expressões, que muitas vezes são apresentadas de forma errônea por não serem ideias claras. Por exemplo, as palavras: renascer, pensamento de Cristo, opção, vida nova, entre outras palavras ou frases que, certa forma, são limitadas ou carregadas de ambiguidades, que dificultam na compreensão e na explicitação do falar da ressurreição.
Embora a dificuldade de falar de Deus e, consequentemente, da ressurreição, o que se pode salientar, num primeiro momento, é que a ressurreição foi uma novidade que mudou o discurso sobre Deus, pois o destaque se volta para Jesus que triunfa sobre a morte. Essa constatação nos foi transmitida pelos testemunhos dos apóstolos em forma de acontecimento ou fato manifestado por sinais (sepulcro vazio, as aparições – Mc 16, 5-6)
[2] que recorrem a fé pessoal, pois a ressurreição não é possível saber o que ela é em si mesma, mas sabemos que Jesus ressuscitou. Assim, não podemos conhecer a ressurreição, porque ela aconteceu, foi um evento. Em outras palavras, a ressurreição é uma linguagem que expressa Cristo e que foi um acontecimento que deve ser acolhido conforme a adesão livre e pessoal pela fé. “Só tu, noite feliz soubeste a hora em que Cristo da morte ressurgia”[3]
Nesse sentido, é necessário articular a fé com a ressurreição. Para entendermos a ressurreição é preciso ter a mesma fé dos apóstolos que avistaram o túmulo vazio e, consequentemente, seguiram com as aparições do ressuscitado (Mc 16, 17-18)[4]. Essa fé tem elementos afetivos, mas não deixa de ser uma virtude da inteligência pelo fato de interpretar os acontecimentos e a forma de entender o mundo. Com isso, a fé está intimamente interligada com a ressurreição, porque Jesus se manifesta aos apóstolos que aceitam ou acolhem a verdade de Deus, que é a expressão maior da fé. Em outros termos, a ressurreição foi significativa para os discípulos e a nossa fé é mesma fé daqueles que testemunharam a ressurreição. Assim, a psicologia da nossa fé deve ser elaborada a partir da fé dos discípulos.
Portanto, a ressurreição é a chave hermenêutica de leitura do Segundo Testamento, porque ela ilumina todos os atos e palavras de Jesus. Dessa forma, a ressurreição é um acontecimento, uma realidade de ordem transcendente, ou seja, um acontecimento que não termina na história com um final, mas é transcendente pelo fato que Jesus está em Deus na totalidade de seu ser
[5]. Ainda mais, posso afirmar que a ressurreição é a base da fé a partir do momento que o acolhimento de Jesus, que comporta o acolhimento da verdade de Deus, se torna a base da expressão da nossa fé. Por fim, a fé na ressurreição é construída a partir do fato que nos “mergulha” no aprofundamento do conhecimento de Deus, que vai além do tempo e do espaço, cujo ato está no aprofundar no conhecimento de Deus, sem desvincular da dimensão espiritual, e assim poder dizer que Deus está em Jesus e Jesus está vivo em Deus.
Cl. José Luiz Sauer Teixeira (estudante de teologia)
[1] Cf. CATECISMO DA IGREJA CATOLICA. São Paulo: Loyola, 2000, n. 39-40.
[2] Cf. BÍBLIA: A Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulinas, 2003.
[3] Cf. MR. Vigília Pascal, Panegírico Pascal (Exsultet), Tipografia Poliglota Vaticana, 1970, p. 272.
[4] Cf. BÍBLIA: A Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulinas, 2003.
[5] Cf. CATECISMO DA IGREJA CATOLICA. São Paulo: Loyola, 2000, n. 647.

O que eles dizem sobre: A Crise

(...) A atual crise financeira é sistêmica, de civilização, a exigir novos paradigmas. Se o período medieval teve como paradigma a fé; o moderno, a razão; o pós-moderno não pode cometer o equívoco de erigir o mercado em paradigma. Estamos todos em meio a uma crise que não é apenas financeira, é também alimentar, ambiental, energética, migratória, social e política. Trata-se de uma crise profunda, que põe em xeque a forma de produzir, comercializar e consumir. O modo de ser humano. Uma crise de valores. (...)


(...)Os grandes se reúnem, estão confusos e não sabem exatamente o que fazer. É que amam mais o dinheiro que a vida. Se amor houvesse, aprovariam o que está sendo proposto: uma "Declaração Universal do Bem Comum da Humanidade", base para uma "Nova Ordem Global e Multilateral" contemplando toda a humanidade, a Terra incluída. Mas não. Perplexos, preferem repetir fundamentalmente, as fórmulas que não deram certo. Caberia, entretanto, perguntar: que capacidade possuem 20 governos de decidir em nome de 172? Onde estão os títulos de sua legitimidade? Apenas porque são os mais fortes? (...)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Exultet

Veja no vídeo ao lado a Bela proclamação do Exutet realizada pelo nosso Clérigo Alexandre de Maman, no Vigília Pascal na Paróquia São Pedro Apóstolo em Guararapes.
Parabéns Alexandre
Che Bella Voce!!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Projeto Solidariedade

Colégio Dom Orione de Siderópolis/SC em momentos especiais de visita à doentes e idosos da comunidade, pelos alunos do 6º ano do ensino fundamental com entrega de lembranças, mensagens e orações.
Além dessa atividade, os alunos também partilham material escolar junto ao CEDO do Instituto Nossa Senhora de Lurdes (Irmãs), resultado de uma das campanhas solidárias promovidas neste 1º bimestre.
São oportunidades especiais de amadurecimento espiritual, emocional e social que fortalecem com certeza a formação de nossos jovens no carisma de São Luiz Orione.
Correspondente: Maria Lurdete de Boita Birolo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Hoje da Ordenação de SLO

São Luís Orione foi ordenado sacerdote dia 13 de abril de 1895. "Como Graça especial, durante a sua primeira missa pediu ao Senhor que todo aqulele que se aproximasse dele, e que mesmo escutando apenas seu nome, se sentisse levado à salvação; e para os seus colaboradores implorou três dons:
Paz,

Pão,

Paraíso.

Tenho a certeza- acrescentou - que fui ouvido."

(O nosso muito obrigado a grande estudiosa de D. Orione, a senhora Mary Bruggeman, pela lembrança desse dia)

domingo, 12 de abril de 2009

Tudo é transbordante de Luz

Sobre a cruz, o Verbo feito carne, assumindo nossa finitude, abre-a desde dentro sobre o infinito.
Cristo, de fato, através da própria morte, através das nossas mortes, através de nossa condição de morte, não retorna sozinho ao seu Pai, que doravante se tornou nosso. “Eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12, 32). O crucificado tornou-se incandescente pelo fogo do Espírito. Ao seu contato, os laços da morte e do inferno se rompem. Uma mão violenta arranca Adão, a infinidade de “Adões”, cada um de nós, de sua solidão, inviolável como os muros que a circundam. Não existem mais muros, tudo está aberto; os dois “Adões”, o primeiro e o último, se abraçam na imensidade. Tudo experimenta a reviravolta: todo desespero que se interpunha entre Deus e Deus, entre Deus e Deus feito homem, e logo, entre Deus e o homem, toda esta separação se consuma na unidade do Pai e do Filho, no “retorno” glorioso do Filho ao Pai, retorno do cordeiro que se carregou de todo o pecado do mundo. O inferno e a morte afundam-se, como uma insignificante gota de ódio, no abismo do fogo da divindade. As portas dos infernos foram arrancadas de suas dobradiças, e a luz do Tabor passa através delas. “Tudo agora é transbordante de Luz, céus e terra, e os infernos juntos”, diz a liturgia bizantina. A vida, a luz, o Espírito jorram afinal, fluem de um Deus que não é mais estranho, estrangeiro, quase demasiado pleno e pesado, um Deus que nos esmagaria; nascem, ao invés, de um Deus crucificado, aniquilado , de um Deus esvaziado de amor, para que o outro seja e que encontre em Deus, o espaço da própria liberdade liberada. Mais abaixo de nossa vergonha, de nossa dúvida, das nossas desventuras, onde somente conseguimos balbuciar: “Creio, mas aumentai minha fé” (Mc 9, 24), não existe mais nada, mas o Crucificado-Glorificado que nos torna participantes de sua Glória.
É certo, o homem continua a ser crucificado, e Cristo o é com ele: mas doravante, exatamente no abissal de nossa angústia, “tudo está consumado”, o Deus encarnado ressuscita, nos ressuscita. Cristo se afundou a uma profundidade tal que, cada queda nossa, por pouca que seja a nossa fé, é uma queda nEle. Basta abandonar-se – ó pobreza, humildade, confiança de criança – a este Deus encarnado, abandonado, glorificado, basta descobrir, mais abaixo de nossas baixezas, este Deus crucificado destroça as portas de nosso inferno, para saber, de uma maneira tal que o coração exulta, que o Reino já está em nós e no meio de nós; paz, luz, alegria, não existe mais exterioridade, somente rostos.
O rosto de Deus no homem, aquele rosto que a sagrada Síndone (Santo Sudário) desvela ao ocidente noturno de nossos dias, aquele rosto no limite da decomposição e da glória – “Tenho sede” (Jo 19, 30) - ; O rosto de Deus no homem nos consente de descobrir o rosto do homem em Deus e de serví-lo em cada homem.
Um rio de fogo, a história autêntica, aquela da comunhão dos santos – que são os pecadores perdoados – arrasta séculos e mundos na direção da Cruz, tornada para sempre, das profundidades abissais dos infernos aos sumos vértices dos céus, a Árvore da Vida.
O. Clément, I visionari, 11-12.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Comunidade de Quatro Barras


É com grande alegria que a Comunidade de Quatro-Barras, iniciou sua caminhada formativa de 2009 com 14 aspirantes, no dia 15 de fevereiro sendo acolhidos pela comunidade religiosa que são: Pe. Rodinei, Pe. Aparecido Nascimento, Cl. Rui Pedro e Ir. Augusto.
Consagrando essa caminhada a Maria, nossa primeira atividade foi a oração do terço, confiando nas mãos da Mãe da Divina Providência, o êxito dessa etapa formativa.

Correspondente: Wendel Augusto - Quatro Barras -PR.

Atenção Leigos Orionitas!!

Atenção Leigos Orionitas que irão participar do Congresso do MLO 2009 em Guararapes. Pelo correio enviamos para as casas e paróquias orionitas conteúdos para estudos e orientações para o Congresso do MLO 2009. As cartas foram endereçadas para os diretores e párocos. Devem ser entregues urgentemente para os coordenadores do Movimento.
Porém desde já informamos que o mesmíssimo conteúdo já está a disposição de todos, no link: M.L.O GUARARAPES 2009, que está na lista de blogs no lado direito é só clicar.

Saudações a todos - Equipe organizadora do MLO 2009.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Grande Missionário deixa Saudades

Pe. João Porfiri

"Sei tu, o cara e santa Chiesa di Gesù, che nel dare alla terra le nostre spoglie mortali, le collochi colla fronte rivolta al cielo, e colle mani congiunte in atto di preghiera, e nelle tue preci vai ripetendo che la morte del giusto è un dolce sonno, che la terra dei morti è la terra della speranza in cui la Croce sta per guida e il Cielo per volta". (Don Orione)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Pe. João Porfiri - Descanse em Paz

Nesta tarde de segunda-feira o nosso confrade Pe. João Porfiri em Rio claro, SP, onde estava hospitalizado desde a semana passada devido a um infarto. Pe. João Porfiri tinha 90 anos de idade, 72 de Vida religiosa e 65 de Sacerdócio. Aguardemos novo comunicado sobre horário de seu sepultamento.Que descanse na paz de Deus!
Pe. Gilberto