quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Dica de Livros

Guia de gerenciamento e administração paroquial
Guia de gerenciamento e administração paroquial reúne, de forma didática, um conjunto de operações em torno das quais se estruturam e se desenvolvem as atividades paroquiais. Ao mesmo tempo, é um texto voltado para os cuidados com arquivos e documentos que as paróquias, enquanto empresas perante o governo, recebem cobranças de diferentes naturezas, como responsabilidade fiscais e encargos sociais. É um livro imprescindível para quem é pároco ou administrador paroquial, pois indica caminhos para que se possa trabalhar com as mais distintas realidades que esse ofício apresenta.
por R$20,00

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

De: HelderCamara@ceu.com

Para: amigos e amigas
Queridos: estivesse entre vocês, a 7 de fevereiro comemoraria 100 anos de idade. Quis o bom Deus, entretanto, antecipar-me a glória de desfrutar Sua visão beatífica. Aliás, o Céu nada tem daquela imagem idílica que se faz na Terra. Nada de anjos harpistas e nuvens cor-de-rosa, embora a música de Bach tenha muita audiência.
Entrar na intimidade das três Pessoas divinas é viver em estado permanente de paixão. Arrebatado por tanto amor, o coração experimenta uma felicidade indescritível.
A propósito, outro dia, Buda, de quem sou vizinho, me contou esta parábola que bem traduz o caminho da felicidade: numa feira da Índia, entre tantos restos de frutas e legumes, uma mulher fitava detidamente o chão. Viram que procurava algo. Um e outro perguntaram o quê. "Uma agulha". Não deram importância. Porém, quando ela acrescentou que se tratava de uma agulha de ouro, multiplicou o número dos que a auxiliavam na busca.
Súbito, um deles perguntou: "A senhora não tem ideia de que lado da feira a perdeu?" "Não foi aqui na feira", respondeu a mulher, "perdi-a em casa". Todos a olharam indignados. "Em casa?! E vem procurar aqui fora?" A mulher fitou-os e retrucou: "Sim, como vocês procuram a felicidade nas coisas exteriores, mesmo sabendo que ela se encontra na vida interior".
O Céu é terno, o que não impede que experimentemos indignações. Jesus não fez a fome e a sede de justiça figurar entre as bem-aventuranças? Quando olho daqui para a Igreja Católica confesso que sinto, não frustração, mas uma ponta de tristeza. O papa Bento XVI não transmite alegria e esperança. Faltam-lhe o profetismo de João XXIII e a empatia de João Paulo II.
Padres cantores atraem mais discípulos do que aqueles que se dedicam aos pobres, aos lavradores sem-terra, às crianças de rua, aos dependentes químicos. Nas showmissas os templos ficam superlotados, enquanto nos seminários o ensino de filosofia e teologia costuma ser superficial.
A vida de oração não é estimulada, muitos buscam o sacerdócio para obter prestígio social e, por vezes, o moralismo predomina sobre a tolerância, o triunfalismo supera o espírito ecumênico. Até quando homossexuais serão discriminados por quem se considera discípulo de Jesus?
Alegra-me, porém, saber que as Comunidades Eclesiais de Base estão vivas e se preparam para realizar o seu 12o encontro intereclesial, em Rondônia, no próximo julho. Dou graças a Deus ao constatar que o CEBI - Centro de Estudos Bíblicos - conta com mais de 100 mil núcleos espalhados pelo Brasil, integrados por gente simples interessada em ler a Bíblia pela ótica libertadora.
Preocupa-me, entretanto, a polêmica entre os irmãos Boff. Tanto Leonardo quanto Clodovis são teólogos de sólida formação. Não considero justa a acusação feita por Clodovis de que a Teologia da Libertação teria priorizado o pobre no lugar do Cristo. O próprio Evangelho nos mostra Cristo identificado com os pobres, como ocorre na metáfora da salvação em Mateus 25, 31-46.
Francisco de Assis, com quem sempre me entretenho em bons papos, lembra que sem referência ao pobre, sacramento vivo de Deus, Cristo corre o risco de virar um mero conceito devocional legitimador de um clericalismo que nada tem de evangélico ou profético.
Tenho dito a são Pedro que sonho com uma Igreja em que o celibato seja facultativo para os sacerdotes e as mulheres possam celebrar missa. Uma Igreja livre das amarras do capitalismo, e na qual os oprimidos se sintam em casa, alentados na busca de justiça e paz.
Quanto ao mundo, lamento que a fome, por cuja erradicação tanto lutei, ainda perdure, ameaçando a vida de 950 milhões de pessoas e causando a morte de cerca de 23 mil pessoas por dia, a maioria crianças.
Por que tantos gastos em formas de ceifar vidas, como armamentos, e investimentos que degradam o meio ambiente, como pesticidas, desmatamentos irresponsáveis e cultivo de transgênicos? Por que tão poucos recursos para tornar o alimento - dom de Deus - acessível à mesa de todos os humanos?
Ao comemorarem meu centenário, lembrem-se dos princípios e objetivos que nortearam a minha vida. Malgrado calúnias e perseguições, vivi 91 anos felizes, pois jamais esqueci do que disse meu pai quando comuniquei a ele minha opção pela vida sacerdotal: "Filho, egoísmo e sacerdócio não podem andar juntos".

Charge: Teologia


Click na figura

domingo, 1 de fevereiro de 2009

COMEÇANDO FEVEREIRO

Eis os aniversariantes do começo deste mês de fevereiro:
02 - Pe. Paulo José Damin (Delegação inglesa)
02 - Pe. Edgard Florentino (N)
05 - Pe. Jadecir Rodrigues Coelho (S)
05 - Pe. Olívio Rosso (S)
05 - Pe. Renato Andreatto (S)

Viva eles, Deus e nós!

sábado, 31 de janeiro de 2009

REUNIÕES

A reunião do Conselho provincial está confirmada para 08 de fevereiro (domingo) em Barro Preto. Por favor, pedidos e atas das casas, sejam enviados em tempo. Também em Barro Preto haverá a reunião do Secretariado de Formação (09 a 11 de fevereiro).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

CNBB


CEBS PREPARAM ENCONTRO NACIONAL
Cerca de 60 líderes de Comunidades Eclesiais de Base participaram em Porto Velho/RO de encontro de preparação do 12º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). A grande assembléia nacional será realizada na capital de Rondônia entre os dias 21 a 25 de julho.Participaram do encontro assessores e coordenadores das CEBs de todas as regiões do Brasil, incluindo o arcebispo de Porto Velho, dom Moacyr Grechi; o bispo de Floresta (PE), dom Adriano Ciocca Vasino, e o assessor do Setor CEBs na CNBB, professor Sérgio Coutinho. Os participantes da reunião discutiram alguns pontos da conjuntura e estrutura sócio-econômica, política, eclesial e ecológica atual. O sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira destacou que "vivemos uma crise mundial em quatro dimensões: financeira, de governança, ecológica e de humanidade". Afirmou que as crises têm aspectos negativos, ao mesmo tempo, em que "nos desafiam para novas ações". Entreos temas que serão debatidos no encontro nacional das comunidades de base estão: a identidade e a missão das CEBs, a luta em defesa da Amazônia e do meio ambiente.


COMUNICAÇÃO DEVE PROMOVER O RESPEITO E O DIÁLOGO NOMUNDO
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, no dia 24 de janeiro, a mensagem do papa Bento XVI para o 43º Dia Mundial das Comunicações, cujo tema é "Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade". O Dia das Comunicações será celebrado no dia 24 de maio, festada Ascensão do Senhor, no calendário litúrgicocatólico. "Na mensagem deste ano, o meu pensamento dirige-se de modo particular a quem faz parte da chamada geração digital", escreve o Papa. "As novas tecnologias abriram a estrada para o diálogo entre pessoas de diferentes países, culturas e religiões. A nova arena digital, o chamado cyberspace, permite encontrar-se e conhecer os valores e as tradições alheias. Contudo,tais encontros, para ser fecundos, requerem formas honestas e correta de expressão juntamente com uma escuta atenciosa e respeitadora", diz um trecho da mensagem.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Caro colega, se for possivel peço que me mande o artigo do Susim que vc colocou no blog da provincia,gostaria de te-lo para discutir com as pastorais,e tb enviar aos amigos,gostei muito,alias tudo o que ele escreve sou fã. Boas preparativas de MLO grato
Pe Vanderci

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dica de Leitura

O Amor jamais acabará - Roteiros de estudo para os círculos bíblicos e grupos de reflexão sobre a primeira carta de São Paulo a Corintios - n 8
Nas Livrarias Paulinas está por: R$ 6,80

Entrevista: Fórum Mundial de Teologia

FMTL se consolida com espaço para várias teologias
Em sua terceira edição, o Fórum Mundial de Teologia e Libertação (que vai até o dia 25 de janeiro) reúne, na Fundação Cultural do Pará, em Belém, centenas de teólogos e teólogas de várias partes do mundo. Com a temática voltada para o meio ambiente, o Fórum se coloca em dia com uma preocupação global.
O secretário executivo do FMTL, Luiz Carlos Susin, falou sobre os assuntos que cercam a teologia e faz uma avaliação das edições anteriores. Confira a entrevista. O Fórum Mundial de Teologia e Libertação tem se firmado como espaço de reflexão autônoma da teologia.


Orionmundi: O que significa isso no panorama da teologia mundial?
Luiz Carlos Susin - O Fórum está se consolidando como um espaço de encontro ecumênico de teólogos e teólogas que trabalham com o debate das igrejas com a sociedade. Não é uma teologia propriamente das igrejas, embora seja uma teologia que também tenha como raízes as tradições de diversas igrejas, mas ela é uma teologia que busca abrir caminhos nas grandes questões que hoje são interrogações para a humanidade e que dizem respeito também a nossa fé, nossa espiritualidade. Deus está em causa também. E que está no âmbito do Fórum Social Mundial onde também são debatidas questões de ordem fundamental para os próximos passos do planeta terra, pois estamos discutindo justamente o futuro do planeta.
Orionmundi: Hoje se observam várias vertentes da teologia. Teologia da Terra, das Mulheres....Como se avalia essa diversidade?
Luiz Carlos Susin - Essas Teologias, no plural, elas se devem a toda uma mudança que nós tivemos daquela imposição de um único pensamento, de uma única teologia que sempre foi pensada como a teologia universal. Mas na verdade era a teologia da história da Europa, é quando a gente redescobre de algum modo outras formas de pensamento, de sabedoria que tem espiritualidade, que tem experiência de Deus e que estão submersas, que não tinham palavras, que por muito tempo ficaram reprimidas. Na relação de gênero, por exemplo, a voz teológica das mulheres não se fazia ouvir. A teologia tem uma marca patriarcal. Então é claro que todos os processos de libertação possibilitaram emergir esses diferentes discursos que criam um pluralismo teológico, criam uma diversidade de vozes teológicas. Hoje só é possível a gente ser relevante, se a gente pode também entrar nessa sinfonia de muitas vozes para fazer a teologia. Não há pretensão de hegemonia. Isso seria voltar a um sistema que a gente luta para superar.
Orionmundi - E quanto às divergências sobre essa pluralidade?
Luiz Carlos Susin - Entre as novas formas de teologia existe muita convergência. O fórum é um lugar de convergência. Se você toma, por exemplo, teologia índia, teologia feminista, ecoteologia, você encontra convergência, maneiras e aspectos que enriquecem um ao outro. O que temos de possível conflito é entre a pretensão de universalidade de uma única voz teológica com essa diversidade.
Orionmundi - O Fórum está em sua terceira edição. Que avaliação o senhor faz dessas edições?
Luiz Carlos Susin - Nós podemos dizer que há um crescimento contínuo. Não só na participação, mas na forma de acontecer o Fórum. Olhando para trás, podemos dizer que o primeiro não passou de um congresso, onde havia uma representação dos continentes. O segundo já teve a dinâmica de um fórum. Esta edição aumentou esta dinâmica. Nós criamos novas possibilidades de espaços e de alternativas simultâneas dentro da edição porque essa é a proposta do Fórum, de troca de experiências. A gente sente que houve um salto na qualidade.
Orionmundi- Este edição tem como eixo o meio ambiente. Poderia falar mais sobre o tema?
Luiz Carlos Susin - Este ano o enfoque é o meio ambiente, a ecologia como uma dimensão a ser incorporada nas grandes questões da teologia que quer libertação, que quer justiça, que quer reconhecimento de dignidade. Então temos facilidade de diálogo interreligioso. Na África, fizemos este diálogo com muçulmanos, com a religião tradicional africana, com o hinduísmo que está muito vivo por lá. Aqui o nosso diálogo é, sobretudo, com a teologia índia e com os próprios povos indígenas que estão presentes. E isso faz com que tenhamos muito mais espaço para incorporar a mística e, ao mesmo tempo, estamos afinados com uma grande questão do nosso tempo, da qual ninguém pode se eximir, que é a crise ambiental. Todo mundo está disposto a dar sua colaboração e a saber o que isso significa para o nosso futuro, para uma nova concepção do ser humano e das suas relações com o mundo.